Araraquara apresentou a menor variação em mortes no trânsito nos últimos 25 anos entre as cidades do Estado de São Paulo com mais de 100 mil habitantes, segundo dados do Datasus do Ministério da Saúde publicados no jornal Tribuna Impressa.
Em 1980, houve 29 óbitos no trânsito e 34 em 2005, uma variação de 17,2%. A média estadual é de 23%. A variação é bem inferior ao do número de veículos na cidade no mesmo período. Somente entre os anos de 2000 e 2006, o crescimento da frota foi de 36,76%, passando de 76.968 para 105.267.
A media anual é de 39,4 mortes no trânsito no município. Nos anos 90 e fim dos 80 era comum haver mais de 40 vítimas do trânsito por ano. Em 1996, ano com maior registro, houve 59 mortes.
Segundo o presidente da CTA, Nilson Carneiro, o resultado do Datasus é reflexo dos investimentos feitos desde 2001, quando os recursos do trânsito foram municipalizados.
Carneiro afirma que por ano são investidos cerca de R$ 3,5 milhões no trânsito da cidade, incluindo pessoal, sinalização, campanhas educativas e equipamentos. A cidade ainda possui convênio com a ONG
GRSP
(Global Road Safety Partnership), que tem experiência internacional para a redução de acidentes em países em desenvolvimento.
“Dentro do investimento realizado pela Prefeitura, está a implantação da Guarda Municipal, que passou a fazer uma fiscalização mais efetiva do trânsito, com até 80 guardas, seis carros e oito motocicletas”, afirma o presidente da CTA.
“Além disso, o município investiu em equipamentos eletrônicos para o controle de velocidade, como radares, e possui um software que identifica os pontos de maior índice de acidentes no trânsito.”
Já a educação para o trânsito é realizada desde 2001, envolvendo educadores e motoristas. Desde
“A grande preocupação atual do trânsito, não só de Araraquara, mas de todo o país, é o alto número de acidentes com motociclistas. As motos tiveram um crescimento acentuado nos últimos anos e hoje representam 23% da frota total da cidade”, afirma Carneiro. Os acidentes de motos respondem por cerca de 80% das vitimas fatais.
Outras cidades
Segundo a reportagem do jornal, algumas cidades do Interior apresentaram dados preocupantes sobre o trânsito. Americana, entre 1980 e 2005, teve o quarto maior índice de aumento de mortes por acidentes de trânsito, passando de 8 para 42, um crescimento
de 438%.
O número de mortos no trânsito de São Carlos foi exatamente o mesmo de Araraquara, 34, mas com uma variação maior, 70%, em relação às 20 vítimas de 1980
Em São José do Rio Preto, os números do trânsito são os que mais impressionam: o índice de 230% é dez vezes superior à média estadual, de 23%.
Em Araçatuba, foram 24 mortes em 1980. O pico de 54 mortos em um só ano ocorreu em 1986, ao contrário da maioria das cidades, com recordes no meio dos anos 90.
Evolução da frota e dos acidentes
|
ANO
|
FROTA
|
ACIDENTES
|
M/10.000
VÉiCULOS
|
M/100.000
HABITANTES
|
|
2000
|
76.968
|
3.678
|
|
|
|
2001
|
78.104
|
3.236
|
1.41
|
5,70
|
|
2002
|
84.149
|
3.024
|
0,95
|
4.07
|
|
2003
|
86.438
|
2.956
|
1.50
|
6,49
|
|
2004
|
99.034
|
3.105
|
0,61
|
3,08
|
|
2005
|
99.828
|
3.442
|
0,90
|
4,59
|
|
2006
|
105.267
|
3.159
|
1.50
|
8,08
|
Mortes no transito ano a ano.
|
Ano
|
mortes
|
|
1980
|
29
|
|
1981
|
16
|
|
1982
|
18
|
|
1983
|
31
|
|
1984
|
38
|
|
1985
|
42
|
|
1986
|
38
|
|
1987
|
28
|
|
1988
|
44
|
|
1989
|
40
|
|
1990
|
44
|
|
1991
|
40
|
|
1992
|
38
|
|
1993
|
32
|
|
1994
|
44
|
|
1995
|
47
|
|
1996
|
59
|
|
1997
|
37
|
|
1998
|
44
|
|
1999
|
38
|
|
2000
|
40
|
|
2001
|
47
|
|
2002
|
48
|
|
2003
|
42
|
|
2004
|
27
|
|
2005
|
34
|
|
Total
|
985
|