Segundo o diretor do Departamento de Economia da Fiesp, Paulo Francini, o resultado é bom, mas não a ponto de criar euforia na indústria. Entretanto, ele salientou que, comparado aos outros meses de setembro, este foi o melhor. Segundo Francini, a geração de empregos de janeiro a setembro de 2007 já é maior do que os 12 meses de 2004, melhor ano para a indústria desde 2000. De janeiro a setembro de 2004 foram criadas 156 mil vagas e no ano inteiro, 144 mil - já que 12 mil foram devolvidas. “Mas é um erro pensarmos que já criamos mais empregos do que em 2004 porque ainda vamos devolver cerca de 60 mil vagas”.
Ele ressaltou ainda que o resultado do mês de setembro indica que a indústria não depende exclusivamente do setor sucroalcooleiro, que teve participação de 2% no índice do mês e de 58% no acumulado do ano. Segundo os dados da Fiesp, em setembro, foram contratados para o setor 417 funcionários e no ano, 101.640. “O peso do açúcar e do álcool este ano foi, comparativamente aos outros anos, maior. Foram mais de 100 mil empregos gerados especialmente no início do ano. Depois estabiliza e os outros setores é que foram fazendo a geração de emprego”, disse Francini.
A expectativa da Fiesp é a de fechar o ano com mais de 100 mil empregos gerados na indústria paulista, incluindo as demissões previstas para o período do fim do ano. Um crescimento acima de 4%. “Será um desempenho bastante positivo. Não tanto como foi em 2004, mas depois da baixa que houve em 2005 e 2006, que é nossa memória mais próxima, certamente 2007 será de alegria”.
Francini afirmou não enxergar horizonte de ameaças em curto prazo para o desempenho da indústria. “O ano de 2007 vem surpreendendo positivamente. Chegamos a dizer no começo do ano que o emprego iria crescer de 2,5% a 3%. Depois dissemos que seria de 3,5% a 4% e agora já revisamos para mais”.