A FairTrade Labelling Organizations International (FLO), que promove a certificação dos produtores com o selo Comércio Justo FairTrade, é uma empresa alemã que atualmente certifica mais de 569 produtores de mais de 50 países da África, Ásia e América Latina.
Verônica Rubio, consultora da FLO, trabalha na promoção do selo no Brasil, e afirmou que entre os maiores benefícios para o pequeno produtor estão o acesso a um nicho de mercado com um comportamento mais ético, a obtenção de contratos com maior antecedência, uma vez que os compradores terão maior confiança no produto, aprendizagem, entre outros.
A certificação FairTrade só pode ser obtida por associações ou cooperativas de pequenos produtores rurais e Verônica garante: "melhora a qualidade da produção e do produto que chegará aos consumidores".
Em São Paulo, apenas uma associação, a de produtores de frutas cítricas, já possui o selo, e a idéia agora é atrair os produtores de café, uma vez que o Brasil é o maior produtor do grão e caminha para ser o maior consumidor. "O selo FairTrade é um salto qualitativo muito grande para o produto", resumiu Verônica.
Os produtores que participaram da apresentação gostaram da novidade. Leandro Calegaro, de Altinópolis, saiu animado. "A maior vantagem para o pequeno produtor é garantir o preço mínimo do produto. O café sofre muitas oscilações e isso influencia no lucro do produtor. Garantir o valor mínimo que o café pode ser vendido é um grande benefício para nós", destacou o produtor que pretende levar a novidade ao seu município.
A 14ª edição da Agrishow segue até o próximo sábado, dia 5, e até lá serão apresentadas no estande do Sebrae-SP e Faesp/Senar outras nove palestras, sobre fruticultura, ovinocaprinocultura, apicultura, leite, cachaça e orgânicos.