Indaiatuba foi premiada pela Secretaria Estadual de Saúde por diversos critérios relacionados ao combate à Tuberculose. Em toda a Divisão Regional de Saúde 7 apenas três municípios foram contemplados com o prêmio, entregue durante o Fórum Estadual de Tuberculose 2007, realizado em São Paulo. Mais uma conquista alcançada pela administração do prefeito José Onério.
Além de Indaiatuba, Itatiba e Mogi-Mirim também receberam o prêmio, concedido aos municípios pela taxa de cura, realização de exames sintomáticos respiratórios, confirmação e acompanhamento bacterio-lógico, realização de testes de HIV e tratamento supervisionado. “Até o ano passado o único critério de avaliação era a taxa de cura, tanto que os municípios que tiveram bons índices apenas neste quesito rece-beram apenas uma menção honrosa”, cometa Maria Elídia de Andrade Picarelli, Coordenadora do Pro-grama Municipal de Combate à Tuberculose.
A prefeitura de Indaiatuba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), atingiu na cidade um ín-dice de cura de 88,6%, visto que dos 35 novos casos identificados 31 foram curados. No ano 2000 a cida-de notificou 80 casos da doença, número que caiu para 71 no ano seguinte e para 59 em 2002. No ano seguinte foram 45 casos, contra 52 em 2004 e 54 em 2005. No ano passado apenas 42 casos da doença foram notificados em Indaiatuba.
Os sintomas da doença incluem: tosse com catarro por mais de duas semanas, febre baixa no fim do dia, emagrecimento, perda de apetite, suor intenso à noite, cansaço e dor no peito. Ao primeiro sinal de qual-quer um destes sintomas é necessário procurar um posto de saúde, pois quanto mais cedo o tratamento for iniciado maiores são as chances de cura.
Resistência
O tratamento para a tuberculose é gratuito, mas não pode ser descontinuado, caso isso ocorra o bacilo causador da doença desenvolve resistência contra o medicamento utilizado. Caso o controle da doença seja deficitário mais uma vez, o bacilo evolui tornando-se cada vez mais forte, tanto que já se conhece uma versão multirresistente da tuberculose.
A nova descoberta supera em dificuldade de cura a já conhecida tuberculose multidroga resistente (MDR), provocada por organismos resistentes a pelo menos duas das principais drogas usadas para o tra-tamento da doença. O tratamento exige o uso dos chamados medicamentos de segunda linha, são mais tóxicos, mais caros e que levam mais tempo para fazer efeito. Mas a nova tuberculose XDR traz organis-mos resistentes a três ou mais das seis classes desses remédios de segunda linha, tornando a doença virtu-almente incurável.