A Prefeitura de Itapetininga iniciou na última quinta-feira (dia 11) a segunda etapa da Campanha Esmola Não, Cidadania Sim!. Para marcar a data, cerca de 150 pessoas trabalharam na distribuição de folhetos informativos em diversas vias da cidade sobre as conseqüências da doação de esmola a crianças e adolescentes.
Com esta iniciativa, a Secretaria da Promoção Social espera mostrar à população que ao dar esmola, o cidadão acaba por gerar incentivos para que o menor continue nas ruas, permaneça em situação de risco e seja mais vulnerável à prática de pequenos delitos. Além disso, o exercício da mendicância impossibilita que a criança tenha oportunidade de brincar, estudar e desempenhar outras práticas próprias da infância.
Desde o início deste empreendimento, a Secretaria de Promoção Social cadastrou 105 crianças e adolescentes em situação de risco, seja pedindo esmola ou vendendo objetos pelas ruas. Todos, conjuntamente com seus familiares, foram encaminhados à rede de assistência social do município, no entanto, alguns mudaram de cidade ou se recusaram a sair das ruas – essa questão já vem sendo monitorada para ser revertida.
Na segunda etapa da Campanha, a administração municipal espera prestar contas à população dos resultados obtidos na primeira fase, agradecer às empresas e instituições parceiras e intensificar o trabalho de assistência a menores que estejam nesta situação de risco.
Esmola Não, Cidadania Sim!
Desde maio de 2006, a Secretaria da Promoção Social desenvolve o Programa Radar (Ronda de Amparo e Defesa do Adolescente na Rua). Por meio desta iniciativa, quatro educadores percorrem de terça a domingo as ruas da cidade para realizar o primeiro contato com menores que estejam pedindo esmola ou vendendo objetos. Estes profissionais também são responsáveis pela identificação e acolhida dos jovens e pela mobilização para encaminhamento à rede de inclusão social.
Com a primeira etapa da Campanha Esmola Não, Cidadania Sim!, iniciada em dezembro de 2006, a Prefeitura de Itapetininga reuniu, além dos profissionais do Programa Radar, representantes do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), da Vara da Infância e Juventude, do Conselho Tutelar, do CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) e comerciantes do município para integrarem um programa de atenção específico ao jovem que esteja nesta condição de vulnerabilidade social.
Entre as ações de destaque desenvolvidas desde o começo da Campanha está a criação de um disk denúncia (0800-7702737) para que as pessoas possam comunicar ao Programa Radar situações em que menores estejam em situações de risco.